Tentar apagar emoção é que nem assoprar vento contra incêndio: só espalha
- Maria Emília Santos
- 3 de fev.
- 1 min de leitura
Existem pessoas que têm uma sensibilidade aumentada para sentir emoções. É uma tendência biológica que torna as experiências emocionais mais intensas e frequentes. Assim como a cor dos nossos olhos, essa biologia simplesmente acontece, não escolhemos!
O mais importante de lembrar é que isso não é um ponto final. A chave está em como escolhemos responder a essas emoções. Não dá pra mudar a biologia, mas dá pra aprender habilidades pra lidar com ela. Aparece, porém, outra questão: a tendência a reagir mal ao que sentimos. Julgamos, rejeitamos, tentamos jogar pra longe. E isso nos empurra direto pra evitação. O nome técnico: esquiva experencial.
Parece lógico (ninguém quer sofrer). O que pouca gente sabe é que evitar o desconforto só o mantém por perto. A curto prazo alivia. A longo prazo, nos aprisiona. Além de limitar a vida, claro.
Lutar contra o desconforto emocional é como usar uma pá dentro de um buraco: quanto mais você cava, mais fundo fica! Parece contraintuitivo, eu sei. Mas se aproximar das emoções com mais curiosidade e menos resistência pode abrir portas (e janelas) pra uma vida com mais clareza e sentido.
Você não faz porque é fraca. Você não faz porque ainda não aprendeu como fazer. E tudo bem. É assim mesmo. A boa notícia é: dá pra aprender. E cada passo nessa direção é um ato de coragem. Você não precisa controlar tudo o que sente. Só precisa descobrir como cuidar do que sente, sem se abandonar no processo. Esse já é um ótimo começo.
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