E se o problema for o atalho que você criou?
- Maria Emília Santos
- 3 de fev.
- 2 min de leitura
Você pode estar presa em uma armadilha. A nossa mente prega várias peças. E você provavelmente está reproduzindo um modo automático, caso não esteja aberta a observar seus processos com curiosidade sem tentar se livrar do que não gosta. Realmente, na vida vamos nos deparar com uma pença de sofrimento. E nem tem jeito, necessariamente é tolerância que ela (a vida) nos exige.
Quando se trata do que pensamos, se apegar a apenas uma forma de interpretar pode ser bem desafiador. Explico: sua mente cria atalhos e eles podem te levar a um único tipo de raciocínio que desconsidera outras possibilidades, inclusive mais realistas do que o próprio atalho. Geralmente esse processo vem carregado de fortes emoções.
Exemplificando, vamos imaginar uma pessoa que faz uma ligação pro namorado ou namorada e não é atendida. Seu atalho mental pode ser pensar que ele ou ela precisa te responder imediatamente e caso não seja dessa forma, entende que o outro age com falta de consideração, que nunca vai achar alguém legal pra se relacionar. Olha que avalanche, o atalho tira conclusões precipitadas sem nem considerar que existem outros motivos.
Isso acontece com mais frequência do que você imagina. Temos a tendência de usar essas trilhas mentais pra interpretar muitas ocasiões e inclusive pensar no pior. Ter esse filtro como padrão estimula um ciclo de pensar mais negativo sobre si, os outros e o mundo, sentir emoções desconfortáveis com muito mais intensidade e aumentar a probabilidade de comportamentos de esquiva.
O problema? Cair repetidas vezes nessas armadilhas torna a vida mais pesada, dura, estreita. Um jeito alternativo para lidar com esse problema? Treinar flexibilidade cognitiva, usando perguntas que te ajudem a olhar pra formas alternativas de pensar, observar seus padrões e identificar se é ou não uma armadilha do pensamento. E terapia, meu povo. A terapia te auxilia a identificar esses padrões e te dá a mão nessa aventura, aumentando a sua caixinha de ferramentas.
Agora pra não deixar vocês na mão, vou trazer aqui algumas perguntas pra aumentar o seu repertório. São elas:
Tenho certeza que (_____) vai acontecer ou é verdade?
Quais são as evidências para esse pensamento?
Poderia haver outras explicações?
Mesmo que (______) fosse verdade, eu conseguiria viver com isso?
Meu pensamento negativo é impulsionado pelas emoções intensas que estou sentindo?
Se (_____) fosse verdade, eu conseguiria lidar com isso? Como eu lidaria com isso?
O texto de hoje acaba por aqui. Espero que faça sentido por aí! Beijos!
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